Estranha lua de pedra.

POEMA: ESTRANHA LUA DE PEDRA.

 

Parte 1 Vida mental.

 

Todo dia é dia de lua.

Mas esta estranha lua de pedra,

Que paira sobre meu quintal,

Também será de todo o dia?

lua
Imagem: Pixabay

 

Duas luas assim tão opostas

Não podem andar juntas.

Nem de dia, nem de noite,

Porque nem de longe formam conjunto.

 

Mas como a lua natural tem seu trajeto,

Todos sabem seu dialeto.

Mesmo no mais distante País,

Não importa o alfabeto.

 

Quem não conhece suas marés?

O benefício singular das suas fases

De encantar gerações a gerações?

A natural é tema de muitas canções.

 

Oposta é a lua de pedra.

Sempre com os olhos fechados,

Fingindo que nada vê.

Mas qual será seu dialeto?

 

Assombrar a vida mental

De quem estiver no quintal.

Quanto mais conturbada a vida mental,

Mais devastada a área ambiental.

 

Aliás, quem pariu este assombroso ser,

Que, no meu quintal, parece tão transcendental?

 

Quintal que não vê,

Além dos olhos,

Talvez pouco ou nada verá.

 

Quem pariu talvez sejam os olhos,

Que ambicionam quase tudo o que vê.

É preciso proteger o quintal.

Às vezes de maneira brutal.

 

Talvez assim a assombrosa lua pedra abra os olhos.

Mas viver uma vida fingida ninguém merece.

Isso afeta a vida mental.

Atrai a lua de pedra,

Que finge a ninguém vê.

 

Brasília, 05 de dezembro de 2019.

 

 

Estranha lua de pedra. Poema de Bomani Flávio.

 

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O casal não tem desejo.

Olhar de cachorro.

Teoria do ovo: o viver por dentro e o viver por fora.

 

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